terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O Professor Como Agente Politico

No Brasil, a questão da gestão do sistema educacional ganhou maior relevância no processo de formulação do plano decenal de educação para todos – 1993/2003, ocasião em que os problemas concernentes à profissionalização dos gestores estiveram em foco. Neste contexto, estendeu-se a profissionalização como o desenvolvimento sistemático da educação fundamentado na ação e no conhecimento especializado, de maneira que a tomada de decisões a respeito do que se aprende sobre o que a arquitetura organizacional mais adequada às etapas de construção da gestão democrática e participativa. Vive-se hoje, uma época de paradoxos e poucas certezas. É quase impossível visualizar saídas que não passem pela edificação de um consistente sistema educacional e pela reinvenção da escola. Critica-se a escola que existe, o atual papel do professor, porque ela expressa muito mais o passado que deploramos do que o presente que nos desafia, porque a escola que temos não parece reunir condições de enfrentar esta época de transição e rupturas, de paradoxos e incertezas. Criticamos a escola que temos porque enxergamos nela o resultado vivo de políticas casuísticas, praticadas nos últimos anos, tendo como norte à idéia do ajuste e da reforma administrativa. Subentende-se então que a escola está em crise e em busca de uma nova identidade é algo consensual, porque a sociedade está em crise e a escola reflete a crise da sociedade. É aí que entra a participação do professor como agente político, pois irá trabalhar a criticidade, a reflexão, oportunizando os demais docentes e aos discentes exercerem a cidadania no próprio contexto histórico e social.

Um comentário:

  1. Muito bem Rosana!!! Somos agentes políticos e devemos ter isso sempre em mente!!!


    Peterson da Paz

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