quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A SOCIALIZAÇÃO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL COM A ESCOLA, FAMÍLIA E A COMUNIDADE.

Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), a escola deve criar processos de integração da sociedade com a escola, um meio de articular-se com as famílias e comunidade. E também cabe aos docentes, colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.
A orientação educacional, como integrante do sistema escolar, por força da legislação, observa, analisa, reflete e realimenta o processo educacional que ocorre na turma, na escola e na comunidade, considerando os fatores psicológicos e sociais que o envolvem, tendo como ponto de referencia o aluno como pessoa.
Como o Orientador Educacional foi chamado há anos atrás de Pau –para –toda obra, ele realmente precisa estar disposto e atento a toda a realidade do aluno/escola/comunidade para que possa dar a seu trabalho o verdadeiro sentido, tendo compromisso e responsabilidade.
Paulo Freire, (Citado por GRINSPUN, 2003, p.98) diz que:
“O compromisso, próprio da existência humana, só existe no engajamento com a realidade de cujas ”águas” os homens verdadeiramente comprometido ficam” molhados “, ensopados. Somente assim o compromisso é verdadeiro. Ao experiencía-lo, num ato que necessariamente é corajoso, decidido e consciente, os homens já não se dizem neutros”.

A escola torna-se muito importante para o estudante, e é uma preocupação de todos, inclusive do Orientador Educacional, porque a escola deve ser um ambiente acolhedor e afetivo.
O Orientador Educacional deve programar um atendimento especial, logo no início do ano letivo, para as séries iniciantes em sua escola com intuito de integrá-lo a nova realidade evitando assim grandes índices de evasão e de repetência.
O Orientador precisa estar atento em casos de novos alunos, tendo o cuidado de como integrá-los a nova turma. Outro caso que exige atenção dobrada e a religião, classe social ou alunos com problemas físicos etc.
Nesses e em outros casos o Orientador Educacional precisa elaborar e desenvolver atividade para recepcionar, aconselhar, propor estratégias como palestras, filmes, leituras, intercâmbios, visitas e discussões em grupos sobre diversidade de costumes, religiões, crenças, etnias, classes sociais etc.
Feitos os levantamentos, os diagnósticos e localizados eventuais problemas poderão procurar contato com alunos, pais e professores, sempre com o devido cuidado para que sua atuação não seja fator de aumento da problemática existente.
Em casos de alunos superdotados, o orientador deve procurar tais estudantes para buscar desenvolver suas potencialidades e canalizá-las tanto em benefício do próprio aluno como de seus colegas e da escola como um todo.
Cabe ao orientador, com o auxílio dos demais educadores, o desafio de fazer da escola um ambiente adequado e agradável para todos e, sobretudo, fazer dela uma instituição educativa, no sentido mais amplo do termo.
Todo trabalho do orientador deve ser voltado para integração à classe e à comunidade escolar.

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